Virtualidade real – mito ou realidade?

Caros leitores, é com enorme alegria que volto à vossa companhia, ao fim de uma porrada de meses de interregno, em que a musa inspiradora não picou o ponto e, como consequência, não escrevi nada.

Ainda bem, dirão alguns de vós, que pena, dirão os restantes, mas o facto permanece inalterado: desde Julho que não sai nada desta pena – mas parece que a travessia do deserto das ideias compensou – estou neste momento com um craniozinho a fervilhar de ideias fantásticas 🙂

A isto que leram acima chama-se “publicidade enganosa”, mas como ainda estão a ler pode ser que passe 🙂

Peço desculpa por não ir falar de política, da tragédia do Haiti, da Gripe A, de futebol, pedofilia ou do custo de vida… Mas há que estabelecer prioridades, e a minha hoje é mais prosaica mas, quiçá, tão pertinente como as que referi.

O tema de hoje é um já muito batido, o do valor e importância reais das relações virtuais, quer as que apenas se iniciam pelos mundos não-presenciais, quer as que nunca de lá chegam a sair – acima de tudo interessa falar de sentimentos, expectativas, satisfação e completude.

Já rios de tinta se desenharam por páginas brancas e ecrãs de computador de milhões de leitores em todo o mundo sobre este assunto, já se fizeram estudos e inquéritos, já se reuniram plateias de peritos em torno de “questões fundamentais” e “dados significativos”, já se realizaram debates televisivos (com intervenção via-sms por parte dos espectadores) com psicólogos e sociólogos… Enfim, fez-se tudo menos uma coisa: viver a situação.1165958759_virtual_love0806

Posso, desde já, afiançar-vos uma coisa: sabe quem me conhece, que desde 2000 que só conheço pessoas – com quem acabe por me envolver, entenda-se… – pela internet.

Podem apanhar o queixo do chão, os que ainda não sabiam, que isto nada tem de extraordinário. As pessoas têm todas valências diferentes, umas mais sociáveis, outras mais eremitas, umas mais sabidas e cheias de lábia, outras mais tímidas e atadinhas, umas capazes de virar cabeças onde quer que passem e outras perfeitas anónimas na multidão.

Eu, pela minha parte, careço de algumas características que, se calhar, muitos de vós tomam como garantidas, fruto de anos de experiências (mal ou bem sucedidas, não interessa nada…) de interacção com o sexo oposto (ou com o mesmo, não estou a  discriminar, vocês lá sabem da vossa vida…) .

Não sei engatar, não sei a letra da “canção do bandido” (nem me lembro da música, sinceramente…), não consigo perceber se alguém está interessado em mim (até ser tão óbvio que magoa), não me visto de forma “in” (e sofro de um ligeiríssimo daltonismo que me impede de distinguir correctamente azul escuro de castanho ou preto e violeta de roxo ou lilás…), não sou sociável (há pessoas a mais no mundo e adoro a minha caverna hi-tech…), não vou a discotecas, bares ou pubs (em que os meus pobres canais auditivos sofram risco iminente de morte – e para ajudar não fumo, nem bebo…), não costumo sair com amigas de amigos na esperança de me tocar alguma coisa e, para ajudar a todo este belo esquema de coisas, tenho todo o charme de um adolescente hiperactivo sem a mínima ideia do que fazer na presença de uma mulher que lhe interesse.

Ok, não sou um pesadelo grotesco, também há espelhos aqui na minha gruta, tenho um palminho de cara, ainda que pouco se note, e apesar de estar a perder cabelo mais depressa que o Nicholas Cage, mantenho uma pele muito fresquinha de teenager inconsciente 🙂

Não sou muito alto, roçando o metrinho e oitenta mal medido, ainda não estou uma bola, apenas charmosamente fofinho, sou possuidor de um sorriso fácil e de uns olhos expressivos mas ando, dizem, como um tipo que passou a vida embarcado – o que quer que isto queira dizer…

No mundo real, onde todas estas coisas constituiriam, sem margem para dúvidas, uma primeira impressão em alguém, o quadro não seria pintado com cores muito bonitas, admitamos… No melhor dos cenários, a potencial candidata estaria a tentar meter conversa comigo – que não perceberia que ela estava interessada – ou à espera que eu me apercebesse disso e metesse conversa com ela – e bem podia esperar sentada…

Se, muito eventualmente, chegássemos à fala, (o que já não seria nada mau – e ressalvo que nunca tal aconteceu e já lá vão 36 anos..) o meu discurso teria toda a coerência de um babuíno disléxico e acabaria por a espantar com parvoíces, piadas mal metidas ou simplesmente uma total ausência de savoir-faire.

Em resumo, nas palavras do RAP, um autêntico sedutor, o maior da minha aldeia… E, no entanto, nada poderia estar mais longe da realidade.

Tive alguns relacionamentos longos (ainda que tenham tendido a encurtar-se com o passar dos anos…), e uma mão cheia de relacionamentos curtinhos – a que eu chamo de blitzliebe (acabei de inventar, gostam?) – com mulheres das mais variados extractos sociais e académicos, nacionais e importadas, mais novas  e mais velhas que eu, mais ricas e mais pobres, mais altas e mais baixas, mais magras e mais gordas… Enfim, estão a ver o filme?

Como foi isto possível? Naturalmente que pela internet, essa diluidora de percepções, essa exterminadora da falta de charme, essa fantástica invenção de homens ainda mais ineptos que eu em sexo não-reprodutivo… virtual_love2

Milhões de pessoas em todo o mundo, e cada vez mais a cada minuto, usam a internet como outra ferramenta qualquer, com diferentes graus de sucesso, com as mais diversas limitações, mas com cada vez mais resultados positivos – para isso contribuíram sites de encontros, como o Netlog, o Meetic, ou o mais famoso Match.com.

Claro que não tardou que entidades menos reputadas quisessem aproveitar esta nova janela para o mundo para o seu prostíbulo virtual, repleto de ofertas aliciantes a troco de algumas moedas de prata, alguns chegando mesmo ao ponto de venderem noivas (geralmente provenientes de países mais carenciados…) a carinhosos e ansiosos futuros maridos (que regra geral as tratarão como tudo o que compraram pela internet…)., mas não é disso que pretendo falar hoje – e Jorge, meu amigo, se estás a ler, o Russianbrides.com não é um site de encontros com simpáticas meninas casadoiras de Leste, a ver se a festa de fim-de-ano to ensinou…

Voltando ao assunto principal, os sites de encontros reputados promovem, (a troco de um cartão de crédito recheado, é certo, mas em suaves prestações mensais…) a troca de informação entre os potenciais interessados, deixando que eles depois se encarreguem de iniciar contacto, estabelecer ligações e, eventualmente, até encontros.

Os perfis têm informação relevante, com dados físicos e estado civil em grande proeminência, seguido de interesses, hobbies, profissão, escolaridade, rendimentos… A lista é extensa, mas é geralmente mais apetecível (ou não, que isto tem destas coisas…) com foto(s), uma boa mensagem de apresentação e, de preferência, sem filhos – não se trata de qualquer leviandade em relação à “bagagem” que cada um traz, apenas um dado estatístico que estou aqui a partilhar convosco.

Curiosamente, no meio de tanta informação, e de nos vermos, e a quem nos interessa, reduzidos a tabelas de Excel bem formatadinhas em belíssimas páginas em Flash, as camadas mais fracturantes da não-atracção são igualmente despojadas de sentido.

O “geek”, o “nerd” e o “freak” têm tantas hipóteses como o “beto”, o “morango” ou o “surfista”. Há mercado para tudo e todos. Porque, acreditem se quiserem, há por aí sempre alguém que nos acha o máximo – ainda que possas não ser recíproco – e por vezes bastam essas injecções de auto-estima para encontrar em nós próprios valor, o verdadeiro atractor – alegadamente, as mulheres adoram auto-confiança, e conseguem detectar um cromo a dezenas de metros, mesmo com más condições de visibilidade…

Cyber_Love_by_Spidou Mas estou a divagar, voltando à pedra…

Mesmo um “cromo” como eu, anti-social, que passa mais tempo em casa que na rua, que adora cinema e jogos de computador, que não se conseguiu decidir por uma consola de última geração e comprou ambas (!), inseguro e cheio de dúvidas existenciais, e que tem um ar tão banal que passa despercebido onde quer que vá, mesmo assim, conseguiu encontrar várias mulheres interessantes ao longo dos anos, algumas delas de tal forma importantes que ainda hoje fazem parte integrante da minha vida, no meu mais íntimo círculo de amizades, (que acaba por ser sempre aquilo que mais importa, e o que resta de relações que começaram não por atracção física mas por sentimentos de empatia e partilha de interesses).

Em suma, o amor existe, está onde quer que o encontremos, e quer dure uma noite ou muitos anos nunca deixa de ser especial – a vida é demasiado longa sem ele, os dias são demasiado curtos com ele, e de cada vez que se reinicia o ciclo temos mais uma oportunidade de o fazer durar.

Já o vivi nesses prazos, já o vivi por uma linha de banda larga apenas, já me senti vivo com centenas de quilómetros pelo meio, já dei alegrias escritas, já partilhei palavras doces, já embalei com a minha voz e já despertei sentidos adormecidos…love-phone

Já sofri, me magoei, já feri e fui ferido, já caí em tentação e não me livrei do mal, já fui ao céu e aos infernos , já dei tudo de mim e já me guardei demasiado, já tombei mas levantei-me, já me faltou o chão mas também já tive asas…

Já chorei de raiva, dor, de frustração, mas também me ri de coisas tontas, de palavras moucas e de piadas parvas…

Já fiz quilómetros incontáveis em busca do amor, já o fizeram por mim, já saí de casa para casar, já voltei por não ter conseguido mantê-lo, já me declarei e já se me declararam, já dei com os burros na água mas também já levei a água ao meu moinho… 

O tema de hoje veio à baila em conversa com uns amigos que menosprezavam as relações iniciadas por meios electrónicos, como se as dos tempos de outrora, por carta, não tivessem sido, também elas, objecto de escárnio e má fé.

Diziam que o mundo real é que oferece a tangibilidade do primeiro olhar, da primeira impressão, a química da pele, do andar, os rituais da sedução e as trocas de frases introdutórias, mais ou menos banais, a sensação da “caça”…

Argumentei, como escrevi acima, que tudo tem o seu lugar, mas que nem todos nascemos com o gene da caça, ou, mais proverbialmente, que “quem não tem cão…”, e eu, mal ou bem, gatos já tenho dois 🙂

Deve ser por isso que ainda me vão achando piada – e eu também me vou achando, pois afinal, quem perdeu a capacidade de rir de si próprio não anda a aproveitar da vida a melhor parte…

Desejo-vos uma excelente noite, seguida de um fantástico dia, intercalado com uma tarde divinal e muito amor de permeio e lembrem-se, quando menos se espera, do outro lado da linha… está o amor 🙂

 
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5 respostas a Virtualidade real – mito ou realidade?

  1. susana diz:

    Amiguinho Tito estive a ler o teu post acho que há umas partes em que fazes um retrato um bocado negro sobre ti.Depois esses sites que referes também não são da melhor qualidade na minha opinião acho que não prestam até, já estive também no netlog há um tempo (uns anos) enfim também era um site que dava para fazer amizades não era só um site para relacionamentos amorosos, mas já fechei a conta também há algum tempo atrás não gostei muito do estilo e de pessoas que por vezes lá apareciam, e quanto aos outros sites que referem penso que ainda são piores.No hi5 ainda estou e estou no facebook onde agora estás também, são redes sociais que ainda escapam claro que existe lá todo o tipo de pessoas como existia no netlog,mas só se adiciona quem se quer, só vai á caça como dizes quem quer senão for esse objectivo então não se adiciona essas pessoas e há sempre possibilidade de as apagar,mas mesmo só para amizade pronto se as pessoas interagirem, enviarem mensagens vão-se conhecendo mesmo virtualmente mas claro é sempre diferente do que é pessoalmente em que a pessoa se vê , olhos nos olhos como estavas a dizer e conversa,etc…, no virtual pode não haver interacção.pode não passar do virtual e as pessoas não nos conhecerem e não há assim sentimentos como no real.Por exemplo no hi5 , tu podes enviar bonecos bonitos aos amigos e aqueles que conheces até podes enviar alguns que tenham uma certa intenção e que transmitam um certo sentimento, mas aquelas pessoas que quase não conheças envias um boneco qualquer e não há assim partilha de sentimentos e depois há quem se chateie, tenha ciúmes quando há pessoas que tem alguns amigos no perfil,ou que enviam certas coisas para as pessoas mas não passam de coisas virtuais por isso se a pessoa não se envolver não vai fazer mal.Tudo bem dizem que só está a distancia de um click,que o virtual pode logo passar para o real mas não é bem assim, só é se a pessoa quiser e aceitar e depois há também quem diga que esses relacionamentos amorosos pela net dão sempre mal mas também não é sempre assim.Quanto a amizade como falas realmente é o melhor de tudo e é também uma outra forma de amor apesar de diferente e de ás vezes se desejar que essa pessoa amiga que por ser muito amiga e já fazer parte do real,já não for virtual,já se conhecer pessoalmente e se gostar muito, já faz parte do nosso coração e por isso entrou e cruzou as nossas vidas e como eu estava a dizer por vezes deseja-se e tem-se esse sonho ainda que muitas vezes impossivel, que essa pessoa passe a viver conosco,que a gente acorde todos os dias e veja essa pessoa e partilhe todos os dias com essa pessoa de quem se gosta.Quanto ao relacionamento com muitas pessoas como dizes,pronto desde que tenhas cuidado com quem te telacionas e protejas com o preservativo para não teres chatices,é capaz de não ser uma má escolha,são coisas sérias eu sei e não devia ser só curtir e serem relacionamentos curtos, no entanto tu que já foste casado já viveste isso, e que gostas de ter o teu espaço, estares á vontade sozinho é capaz de ser o melhor eu percebo, é como quem ja´passou por uma relação e teve filhos mas as coisas deram mal e divorciaram-se ,essas pessoas podem querer cuidar dos filhos e não querer ter mais nenhum relacionamento longo,passar por casamento de novo,partilhar todos os dias a casa e a vida e podem apenas querer ter de vez em quando um relacionamento apenas curto com uma pessoa ou outra,por vezes é a melhor opção.Eu cá gostei de te conhecer e continuo a gostar como amiga sei que é esse o nosso objectivo e sentimento,amizade e esse sim é um relacionamento longo porque a amizade pode muito bem ser para sempre se as pessoas quiserem e é um amor que nunca morre como diz o escritor Mário Quintana :-), e como te conheci e conheço,não faças um retrato tão pessimista e talvez um pouco exagerado sobre ti porque certas coisas que escreveste ãqui sobre ti não são bem assim.Digo-te só mas também deves saber, que deves ter cuidado com quem vais conhecer pessoalmente e que seja da net,porque ás vezes as pessoas na net podem não ser bem quem dizem ser, em principio claro que não se vai conhecer pessoas dessas e ter nos amigos,mas já tem havido alguns casos.Mais uma coisa essa que dizes de teres conhecido pessoas timidas e atadinhas lol, huum penso que não estás a falar da tua amiguinha espero… .As tuas piadas são fixes, acho que até brincas com tudo, ás vezes a dificuldade é mesmo saber se estás mesmo no gozo ou não, mas sim é um humor interessante parecido com o do RAP, que aliás quando vejo e ouço pareces tu mesmo lol.Essa de já teres embalado com a tua voz e de teres partilhado palavras doces, ai concordo bastante e é verdade :-), não me esqueço de quando cantavas com a tua excelente voz e de quando te já te ouvi falar e palavras doces também disseste e dizes várias sempre :-).Sabes no outro dia dei lá um passeio pela mata da machada e lembrei-me que passámos la´ um momento bom em que partilhámos várias coisas,pena é que gostava de te ver mais vezes e desde esse dia nunca mais nos vimos pessoalmente.tem uma boa noite amihguinho Tito e um bom dia de preferência era bom que não fosse um dia muito chato lol.beijinhos grandes

  2. Maria Ana diz:

    Encontrei o grande amor da minha vida num desses lugares tão imprecisos quanto improváveis.Não importa que o tenha perdido, que o laço se tenha transformado em nó e o afecto em dispersas e vagas recordações nostálgicas.Vivi-o. Tão intensamente.Conservo alguns bons amigos que por entre a fluidez conheci e descobri gostar.Quantas vezes abri o meu coração e esvaziei o que de mais pungente me ia na alma em palavras dirigidas a desconhecidos, mas inesperadamente próximos.Houve tiros no pé, pedras no charco, desilusões e expectativas frustradas.Mas onde há vida, há fé, creio.Parabéns, Tito, pelo "post" tão intimista, mas surpreendemente solto e leve.Um beijo.Maria Ana

  3. Zorze diz:

    Depois de uma conversa de "pé de orelha" com Bill Gates, por o meu comentário não ter entrado, a Microsoft designou uma task-force que incansavelmente se desunhou a trabalhar na demanda de tão gravíssimo erro.Surgiu o boato nos meandros de Wall Street que um comentário não tivera entrado no São Jorge da Murronhanha e o pânico nos mercados internacionais se instalou.Bien tout, bien tou… O problema foi resolvido e tudo voltou à normalidade. Parece que foi um problema raro, que dá pelo nome de "erro de sistema", foi o back-bone da PT !!!Relativamente ao post em apreço, acima citado e que em boa hora foi lançado no espaço virtual, o meu caríssimo Tito abre o peito e revela parte de sua mesologia.Não concordo quando diz e repetidamente que é anti-social, eu que o conheço muito bem, sei que é conversa de engate que resulta profusamente em conversa de restaurante com companhia feminina.Indo além da conversa de género, é um ser de excepcional qualidade, muito expressivo de olhar (mais do que o próprio imagina), é uma pessoa, digamos, sim senhor!No fundo é um pragmático emocional. Tem uma excelente capacidade de observação como de análise desde pessoas a situações. É uma pessoa em quem se pode confiar de olhos fechados. Nos dias de hoje este último atributo é raríssimo.Também amua e faz birras, mas como, "sensitive" e respeitador que é do outro, mascara-as. Relaciona os contextos dos momentos.A questão dos encontros de pessoas e aos que são enfatizados pelo post, os oriundos através da Internet, são relações sociais como todas as outras, porque, numa fase posterior se irá dar o contacto físico e aí volta tudo ao mesmo patamar de há milhares de anos. Química, atracção física ou intelectual e toda uma panóplia variadíssima de relacionamentos humanos. Tal como há uns bons anos atrás, como muito bem referido no post, esses contactos iniciais eram por carta.Pode ser um olhar fatal, o suposto amor à primeira vista, como duas pessoas que se conheçam à anos e de repente surgir uma chama incontrolável. Nos seres humanos tudo é possível.Logo a Internet é mais um meio de socialização ao qual a Humanidade se adapta. Obviamente que o Pai da Sociologia Emile Durkheim não teoriza acerca desta questão pelo simples facto de que a Internet ainda não existia nos finais do séc. XIX. A evolução é dinâmica. E não há mal nenhum conhecer uma pessoa numa primeira fase através da Internet e depois constata-la em carne e osso. Se houverem alegrias ou decepções, não se culpe a Internet. Elas acontecem no dia-a-dia.É a mesmíssima coisa! Pois são de pessoas que se trata.Abraço,Zorze

  4. GI diz:

    muito bom ….. sabes que foi como o teu tipo de escrita , a tua linguagem e fluidez , a inteligencia que consegues transpor para o papel ” para o ecrã ” que me cativou e continua a cativar . não podemos todos ter essa capacidade que tu tens sabes que és um privilegiado, as tuas piadas estupidas como tu as chamas ,mts não são para toda agente requer uma Q.I que te acompanhe, tu sabes disso. agora não se pode ter tudo…. se assim já a concorrência é alta ….. a beleza esta de fora para quem consegue chegar la dentro, acho que tenho conseguido ver raios de luz a querem-se revelar só espero não ficar ofuscada, . beijoca carinhosa, que a vida te traga mt amor

  5. rita fleskens diz:

    Serão os relacionamentos iniciados na net virtualmente reais ou realmente virtuais?Eis a questão No entanto convém esclarecer que tipo de relacionamento oferece a net, o que diferencia a interacção virtual da interacção física?O virtual permite uma maior liberdade na medida em que a avaliação social não está presente, logo facilita a desinibição, eu posso ser o verdadeiro Eu porque a pessoa do outro lado não me vê, existe um certo anonimato que me preserva. Essa desinibição pode propiciar o aparecimento de uma certa intimidade e o sentimento amoroso pode por vezes emergir.
    Surge aqui uma pergunta, será possível sentir algo por vezes forte para alguém que nunca vimos? A resposta é sim os sentimentos não são virtuais, os sentimentos são reais e consequentemente legitimam os relacionamentos virtuais , os relacionamentos virtuais são reais pela simples razão que desencadeiam sentimentos verdadeiros ,no entanto apesar de reais eu diria que são relacionamentos incompletos na medida em que carecem de contactos sociais e físicos .
    Surge então outra questão , Quem é a “pessoa virtual” pela qual temos sentimentos ? Será que exista o conceito de pessoa virtual? e como se define então essa pessoa? Segundo Descartes o ser não precisa de o mundo exterior para se definir “Je pense donc, je suis” , se nos conformarmos com esta visão então o ser virtual poderia se aproximar de o ser verdadeiro . Todavia será que o ser se define sem as suas interacções sociais? “L’enfer c’est les autres ” dizia Sartre, por muito difícil que seja conviver com os outros só me posso definir através da imagem que eles reflectem de mim, o ser precisa de ser social para se definir. As interacções virtuais não envolvem contactos físicos e sociais e consequentemente só temos aceso a uma parte limitada do ser , o ser virtual aparece então como um ser incompleto e somente um encontro físico poderá facilitar o conhecimento do ser real.
    Concluindo os relacionamentos virtuais são reais más sofrem de limitações que só um encontro físico poderá superar.

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