Os Genéricos são a solução

Caros bloggers, está a querer parecer-me que tive mais uma das minhas patenteadas revelações aquando de uma passagem mais demorada pelo vale dos lençóis.

Apesar do que o título possa inspirar em vós, não se trata de qualquer diatribe vacuosa sobre medicamentos ou sobre o papel cada vez mais risível do Infarmed nas nossas vidas biológicas.

Pois, vou antes falar do poder das molduras e dos normativos sociais e morais que teimam em querer regular as nossas vidas.

Já repararam certamente que nenhum relacionamento afectivo com outro ser (vamos limitar aos humanos, aqui, por razões de espaço…) está isento de ser opinado pela sociedade circundante, num misto de rótulo-mágico com ignorância engarrafada.

Eu exemplifico, para os que ainda não estão lá…

Imaginem que conheceram alguem, que as coisas por uma irónica volta manwomanbed_450x300 do destino duraram mais de uma noite, e que há algo a ser interpretado.

De repente, aquele ser que partilhou convosco algumas horas (sejamos optimistas…) especiais reveste-se de uma nova e aliciante característica: a não-transitoriedade-imediata, ou, em termos politicamente correctos, tornou-se não-reciclável e/ou descartável.

E agora?

Mandam os bons costumes que se ligue no dia seguinte, com uma qualquer desculpa esfarrapada (para não dar parte de fraco, claro…), como um item esquecido na casa do individuo que forneceu o espaço para o fortuitismo, ou até o menos clássico "Estou com uma comichão esquisita na zona das virilhas… Tens algo para me dizer?". Naturalmente que este último poderá ter menos sucesso na cativação da outra pessoa que o primeiro…

Mas isto, claro, apenas para esconder que queremos estar com a pessoa novamente, pior!, que ela nos marcou positivamente de tal forma que nos sentimos compelidos a ceder a vantagem de jogar em casa e ligámos nós!!

Aliás, se entrássemos aqui neste género de assuntos, muita tinta tinha de correr sobre os jogos de sedução que se praticam desde o tempo da Guerra do Fogo (do saudoso Jean-Jacques Annaud…), em que ambas as partes se degladiam com esquemas retorcidos em que se diz o que se mostra necessário para parecer bem, mal, interessado, desinteressado, excitado, com dor de cabeça, feliz ou amuado, consoante a relação o determine, sob pena da mesma perder o charme, ou pior, cair na rotina dos casamentos.

Observem este vídeo ilustrativo dos bem menos complexos rituais de acasalamento da pré-história, e já continuamos…

Nos casos dos casais dos dias de hoje que utiilizam os actuais recursos estilísticos, a vida é um jogo constante, em que não se pode ceder terreno, mesmo que isso implique magoar, ferir ou mentir despudoradamente, uma vez que o resultado em caso de mau desempenho nessas tarefas é a outra pessoa ganhar primazia sobre nós e dominar a relação.

Confrontamo-nos então com o dilema da grande maioria dos relacionamentos amorosos: se dissermos verdadeiramente o que sentimos estamos a expor-nos desnecessariamente a várias mazelas nefastas, como o escárnio, a chacota, o insulto, a indiferença ou, ainda mais grave, a não-reciprocidade.

Mas, perguntar-me-ão vocês, pobres imberbes, se o nosso ego depende deste jogo, que hipótese teremos nós senão jogá-lo?

Pois bem, surpresa, não temos. De todo. Mesmo. A sério a sério.

Está comprovadérrimo que é perfeitamente possível (ainda que  cheatingwomenestatisticamente improvável, tal como a possibilidade de vos sair o EuroMilhões seis semanas seguidas…) que encontrem alguem que não joga, não por não saber, mas por sentir que o jogo é uma arte extenuante, sem sentido, com maus resultados, e que exaure sem excitar, que dirime sem divertir.

Essa pessoa especial poderá, hipoteticamente falando, detectar no vosso semblante a mesma intenção. Nesse momento mágico, similar em espectacularidade à destruição do Anel de Sauron nas fornalhas de Mount Doom, uma energia infinita transformará o vosso cinismo empedernido num optimismo irritante, que não só vos permitirá entregarem-se verdadeiramente como garantirá a reciprocidade desse poderoso sentimento.

E tudo graças ao poder curativo da verdade, do ser genuíno, da negação do jogo.

Não mais terão de pensar o que quererá ela ouvir, o que pensará ela de facto do vosso gosto para roupas, o que sentirá ela quando se amam apaixonadamente num descampado…

TellTheTruth Vocês saberão, porque ela, meus amigos vai dizer-vos, mas mais importante, vai mostrar-vos, vai permitir que o leiam nos seus olhos, gestos e semblante, na atitude e na voz, na postura e no sorriso.

A vida a dois é uma das coisas mais complicadas que existem, admitidamente, mas quando resulta, seja com que fórmula for, sem prejuízo da felicidade de ambos, é um milagre do canudo…

E isso trás-nos ao nosso tema.

Quando alguem se encontra nesta situação, o mundo teima em tentar enquadrar-nos numa qualquer categoria, para que as mentes mais conservadoras se sintam minimamente confortáveis (nada é tão desagradável como o que não tem nome…), e essas categorias são-nos eminentemente familiares. Passo a demonstrar:

    1. Curte – Cena manhosa que não é nem deixa de ser, não obriga a grandes cuidados de manutenção, é auto-sustentada pela fome transitória que ambos têm um do outro. Há muita adrenalina, muito suor, muito contacto, muita respiração ofegante – como no rugby, mas ganham os dois. Dura geralmente pouco (dias, semanas…) sob pena de se tornar o nº2.
    2. Namoro – Aqui as coisas já piam mais fino, as mãos andam dadas com mais frequência, galam-se pelo telefone, por sms, por mail, trocam-se bilhetinhos, há vontade de estar com mesmo sem a possibilidade de uma valente queca. Pode durar algum tempo (semanas, meses, anos…) e, se a situação não destrambelhar em algo de piorzito, nalguns casos evolui (ou involui, depende da perspectiva…) para o nº3.
    3. Noivado – Neste momento há já o equivalente a um contratomarriage verbal, com troca de sinal, geralmente de material ferroso e  brilhante, que garante, à partida, a materialização futura (mas nunca muito distante) do passo seguinte, o nº4. Este período é geralmente acompanhado de suores frios e noites passadas em claro, mas não pelas mesmas razões dos felizes ignorantes da classe 1…
    4. Casamento – O melhor, ou pior, aconteceu. As duas partes resolveram assumir perante o mundo (nalguns casos tambem perante o Deus da sua predileção) que pretendem ser apenas uma parte, e que ficam contratualmente autorizadas a procriar, sem qualquer tipo de controle, com o objectivo final de deixarem uma prole de fazer inveja a qualquer profeta do antigo testamento. Quando tal não acontece, a sociedade escrutiniza o casal e inquere sobre a razão de tal infortúnio. Se tal for voluntário, a dita família social repreende-os severamente. Se não, sugere alternativas, como a adopção, a inseminação artificial ou o suicídio. Este estado pode durar uma vida inteira, alegadamente, caso em que o primeiro que morrer ganha o jogo.
    5. Divórcio – Inexplicavelmente, apesar do clima de alegria e falta de pressões e expectativas irrealistas do nº4, por vezes a situação transforma-se em algo de irreversivelmente insustentável e ambas as partes resolovem minimizar as perdas e fugir para as montanhas, geralmente em direcçóes  opostas. Quando tal acontece após a procriaçáo, a prole tende a ter de acompanhar um dos contemplados nesse êxodo ism virtual, sob pena de perderem as vantagen económicas associadas à pensão de alimentos. Quando, pelo contrário, não houve incremento de massa humana, os felizes separados têm apenas de dividir o espólio dos tempos da guerra (nº4) e das negociações iniciais (nºs2 e 3). Este estado tambem pode durar a vida inteira, mas com muitos casos reportados de criminosa reincidência do nº4 (uma espécie de Alzheimer que só ataca o senso-comum afectivo).

Ou seja, segundo as regras do jogo, impostas ao longo de milénios pela sociedade, se não estivermos numa destas situaçóes estamos a viver à margem da moldura "penal", por assim dizer, das relações, ditas, normais.

Excluí deliberadamente as unióes de facto, as poligâmicas, as com animais, as incestuosas e as de fantasia, por isso não aceito reclamações.

Mas voltando ao assunto, e quem não se revir nestas categorias?

Pois bem, eu proponho um estado alternativo, que substitui todos os anteriores, o RG, ou Relação Genérica.

Caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  1. Felicidade em full-time
  2. As discussões não são monstros nem tabus
  3. O que houver para dizer diz-se
  4. O que houver para sentir sente-se
  5. Pode-se sentir saudades e dizê-lo abertamente
  6. Pode-se não sentir e não ter que mentir
  7. Mentir é uma perda de tempo
  8. Está-se quando se quer estar
  9. Os amigos não são varridos para debaixo do tapete
  10. Os ciúmes injustificados são uma piroseira atroz

E é tão simples como isto.

Claro que há algumas nuances importantes, como encontrar alguem que de facto alinhe no esquema, mas tirando esse detalhe de somenos importância, certamente que, com estas dicas encontrarão tambem o vosso quinhão de paraíso.

E digo tambem, caros leitores, porque pela minha parte, sinto que já lá estou. Um comprometimento descomprometido, uma constante inconstância e uma previsível surpresa dia após dia.

Sem stresses nem pressões, sem exigências nem obrigações, sem molduras nem enquadramentos (legais ou outros).

Parece bom demais? Mas não é, é apenas melhor a cada dia que passa, ao contrário de outras relaçóes da concorrência, que teimam em perder qualidade com o avançar da carruagem…

Vivam mais. Mintam menos. Amem muito.

Genéricos forever 🙂

Apreciem o poder libertador da sinceridade e fiquem bem…

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Não categorizado. ligação permanente.

8 respostas a Os Genéricos são a solução

  1. Zorze diz:

    Excelente radiografia das relações amorosas dos seres humanos e também das ralações.Concordo (brilhante coelho da cartola que foste buscar) com o filme "Guerra do Fogo". Lembrando Agostinho da Silva que dizia que feliz era o Homem das Cavernas. A partir daí foi sempre a descer. Foi-se aumentando de uma forma em progressão geométrica a complexidade das relações entre os supostos e chamados "seres racionais". Talvez racionalizam demais na tentativa de atingirem os patamares do infinito absurdo. Por isso quando vivíamos nas cavernas não havia tantos stresses do ponto de vista psicológico. Quando se tinha fome, caçava-se e comia-se. Quando se excitava copulava-se.Dormia-se quando se tinha sono e acordava-se quando se acordava naturalmente.Quando trovejava atribuía-se a Deuses. Descansando assim a mente por não entender o fenómeno.Vivia-se em plena harmonia com a Natureza. Respeitava-se o ambiente.Concordo com as tuas propostas que deveriam ser objecto de estudo pelo nosso poder legislativo e ganhar força de lei. Só perderiam os terapeutas e bruxos/videntes de magias de amor e amarração.Cada vez mais que conheço a mulher portuguesa (atenção a maioria, que
    cá no burgo ainda existe qualidade) gosto cada vez mais da mulher
    brasileira, da europa de leste e da africana.
    Que venham mais, também poderiam vir as tailandeses e filipinas. Como
    por exemplo o governo sérvio fez. Após a destruição da guerra e com a
    brutal emigração que o País sofreu, faltam mulheres. Então vai daí
    decidiram importar tailandesas. Para casarem e procriarem.Abraço,Zorze

  2. Ana Biga diz:

    Poder e Medo. É disso que se trata. Exercer poder sobre o outro e os outros, e medo de que o jogo vire e esse poder seja exercido sobre nós. Se as pessoas conseguissem libertar-se desse desejo de subjugar e desse medo de serem subjugadas, conseguiriam abrir os olhos e alargar os horizontes, e nesse instante já não haveria qualquer tipo de obstáculo à sinceridade de palavras, emoções e gestos, pois de facto sentiriam que não teriam nada a perder. Tudo aquilo que temos a perder está perdido desde o momento em que nascemos e o the end deste filme já está escrito, não é surpresa para ninguém. Por isso, a melhor forma de viver é com intensidade e o mais feliz possível, momento a momento, com a maior sensação de liberdade saudável que se conseguir. Maior parte das regras sociais não foram criadas por quem agora as tem de suportar, e na altura em que as estruturaram foi com o objectivo de controlar o mais possível os indivíduos, tornando-os a todos parecidos, ou pelo menos, levando-os a todos a agir da mesma forma perante meia dúzia de situações. Parece-me francamente redutor e sem pingo de criatividade, esquizofrénico e amputador da nossa alma, da nossa faísca divina. Como sabes, fizeste tuas as minhas palavras, não acredito noutra forma de estar, não pretendo ser padronizada e alegra-me até ao infinito o coração que tu tenhas o mesmo sentir. Requer inteligência cerebral e emocional, coragem e disponibilidade para aceitar o que a vida nos dá no presente. Tanto mulheres como homens têm muito a aprender (por eles próprios, pois implica um crescimento para além das fronteiras do que é ensinado e do que está estipulado). ADOREI e cada vez adoro mais. Obrigada por existires e, mais ainda, por existires na minha existência. Beijos tão doces que fariam corar a melhor das nuvens de açúcar:)

  3. Teresa diz:

    Terminaste com o que é realmente importante: amar muito e com sinceridade! Isto, sr. Tito, é o que deve estar na base de, qualquer relação a dois, com ou sem moldura! Não é um anel, um papel, ou qualquer outra coisa que muda o que de facto existir na essência da relação! Quase te imaginei de bandeira em punho, proferinho frases do tipo: " Se pensas em Namorar, Noivar ou Casar, vai-te matar! O que dá é Andar". Na verdade é com algum espanto que leio tão esclarecidas, comprovadas, definidas e inquestionáveis conclusões, que vieram suplantar a tão retrógrada, ancestral, medieval, pirosa, mentirosa e comprometedora relação estabelecidade entre dois seres, que optam pela maior das totozices, tão sem graça ou justificação, que é assumir uma relação enquadrada, naquilo que embora já negativamente rotulada, pode ser, e sublinho pode ser, realmente sentida, vivida pelos elementos em causa, ou até só, por inocência, de um deles. Analisando as fases por ti invocadas: Curte (perfeitamente fora da ordem natural e relógio dos sentimentos); Namoro ( fase perfeitamente libertadora, opcional, que facilmente pode atingir a perfeição); Noivado – (escolha, não obrigatória, com ritual ou não. Caso envolva suores frios e noites em claro, Atenção!! A espectacularidade e originalidade da celebração da ocasião poderá ser oca!- detecto aí um medo de tomar conta da própria vida, de assumir responsabilidades – sinal óbvio de que falta crescer! Sugiro repensar e ser sincero, evitando só se referir ao assunto mais tarde!). Casamento- Rotinas!!! Que rotinas melhor poderá existir que dormir e acordar junto de quem se ama? Partilhar a vida, ser companheiro! Fase magnífica, que nada aterroriza, exceptuando-se os casos em que a conquista é dada como adquirida, a sinceridade e a conversa substituída, e a vontade e a dedicação à relação passa a ser uma chatice tendo em conta os brinquedos que ainda não perderam a graça! Divórcio – Quando alguma das etapas anteriores falhou – mal menor!
    Quanto aos sinais referidos da relação "que é mesmo boa!!!!" – Lendo-os concluo de imediato: mas em que é que isto é novo? Na ancestralidade e relações com cheiro a mofo, só não existem os mesmo sinais  se alguém se esqueceu pelo caminho de ser sincero e de fazer feliz quem ama.
    E acabo com  frases iluminadas, em que te referes a : "…comprometimento  descomprometido", "não nos permitirá entregar-se verdadeiramente como garantirá a reciprocidade desse poderoso sentimentos" – Comento da seguinte forma: posso amar e não amar, entregar-me e não me entregar, estar e não estar, sentir e não sentir, sem responsabilidades, ainda que possa significar ser e não ser amado!  Resumindo e concluindo: as relações são como um menú, escolhe-se a que nos apetece mais, desde que fiquemos Satisfeitos e bem servidos! Cada um escolhe e saboreia….O importante é ser-se feliz e coerente, sem interpretar papelinhos para "parecer bem". Parabéns para ti que encontraste o segredo! Agora tens a responsabilidade de ser feliz, embora a palavra "responsabilidade" assuste. Beijinho. Fica bem

  4. susana diz:

    Olá amiguinho Tito,que saudades tinha de te ler.Quanto ao teu texto penso que essas ditas relações genéricas uma vez que não se enquadram em nenhumas outras,poderão então chamar-se relações de amizade,penso eu.Quanto á primeira categoria,a curte,enfim acho isso uma treta.Da pré história,realmente acho que o Homem ai era muito mais feliz,fazia o que queria sem lhe serem impostas muitas coisas,tinha sempre comer,não se falava em crise como nos dias de hoje,não havia as guerras que há,era tudo muito diferente.
    Da categoria de casamento,enfim quando se chega a essa fase pode ser muito bom e as pessoas viverem muito felizes,ou pode ser como se diz para se matarem,é verdade.
    Bom,mas e quanto á sinceridade,é verdade é mesmo o que se deve ser e tu se há coisa que penso que és é sincero e muito boa pessoa.Os jogos,é verdade muita gente os faz para ver se consegue o que quer e consegue atrair o outro,mas não concordo muito com isso,acho realmente que se deve ter sinceridade e não estar com jogos,porque as relações sejam de amizade ou das categorias que tu enumeraste pelo menos a partir da numero 2,são coisas sérias não são coisas para brincar ,porque se trata de seres humanos,e de emoções e sentimentos e com isso não se deve brincar nem estar com joguinhos.
    Ainda bem que te sentes no paraiso,fico feliz por estares assim tão bem,e fazes bem em viver e ser sempre sincero e amar muito claro,mesmo quem só esteja em situação de relação genérica como lhe chamas,e a que chamo relação de amizade,poderá não ser mas é o que penso.Porque como diz Mário quintana,a amizade é um amor que nunca morre.Claro que aquele que tu falas muito no teu texto é um amor bem diferente,daquele que está incluido na amizade,é um amor diferente aquele que é sentido enquanto se é apenas amigo,mas já é muito bom,e por isso também se pode dizer e eu tb digo,amo muito os meus amigos,e tu para mim como já referi és uma pessoa muito sincera,muito boa com um grande coração e um bom amigo sempre.,já tenho muitas saudades tuas sabes.
    Beijinhos com amizade amiguinho Tito,e que continues assim com essa moral e com toda essa felicidade,gosto de te ver assim todo animado.
    Depois se quiseres e tiveres tempo passa no blog que eu fiz,é http://www.sonhoscomletras.blogspot.com
     

  5. Fernando diz:

    Amigo Tito, à  quanto tempo. Vejo que continuas igual a ti próprio, com um texto muito interessante de ler. Pelo que pude descortinar do texto vejo que já te cansate da "mãozinha", finalmente criaste coragem e foste a luta. Estou enganado? Ou terá sido ela? Quem poderá saber neste momento quem deu o primeiro passo. É bem verdade o que escreveste mas se assim não fosse não teriamos uma mulher, esposa, mãe, companheira, ou o mais que queiras chamar. Teriamos sim uma relação comercial, onde a base seria o dinheiro, casa, carro, roupas, jóias, festas, como existem nas altas esferas da sociedade. O que terias em casa seria uma prostituta de luxo, uma pessoa para mostrar aos amigos e nas festas. Quanto tempo ficariam juntos? Enquanto durar o dinheiro? Enquanto puderes dar-lhe tudo o que ela quer? E ainda viveriam na mesma casa? Assim estarias a torná-la num objecto. Até quando essa relação duraria? Lá terias de voltar a "mãozinha" ou então despender os 100 euros por programa como até aqui. Agora decide-te naquilo que queres ter, só depende de Ti. As escolhas são tuas e Boa Sorte.
    Fica Bem e Até Já.

  6. Carla Pedro diz:

    Sem querer ser demasiado conservadora… os teus 10 sinais (mt bem enlencados por sinal) desde q estejam cá no nosso caracter, devem fazer parte de qq tipo de relação. Podemos ser assim, numa curte, num namoro, num noivado, num casamento ou num divórcio. Qq um destes eventos só se torna traumático qd não somos honestos e decentes, q me parece que no fundo é o q representa esta chek-list.
    A RG é uma consequência natural da globalização, é só mais uma forma q a especíe humana inventou para dar nome a um conteúdo q nos é intrinseco…o acasalamento!
    Seja para a tradicional procriação seja para, contemporaneamente, não vivermos em solidão e nos reinventar-mos na relação com o outro!
    Obg por pores a nossa massa cinzenta a pensar com os teus escritos!!!

  7. sara diz:

    Olá!!!! Aqui estou eu a cumprir o prometido. Li, vi os vídeos e comento o teu post. Para não variar está qualquer coisa de espectacular, sempre com muito humor e clareza. (Pensa no que te falei e rentabiliza esse teu dom!!!!!! – Pena nunca acreditares no que te digo…) Fico contente por estares nessa fase tão boa da tua vida, por te sentires bem e por teres encontrado alguém capaz de te inspirar em todos os sentidos. Parabéns Ana!!! Voltando ao post…. Acho os 10 sinais fantásticos, mas não me parece que tenham que estar isolados de um relacionamento….. Aliás sem esses 10 sinais nenhum namoro ou casamento vale apena!!!!! Sem me alongar mais adorei uma das tuas últimas frases: " Vivam mais. Mintam menos. Amem muito. " – tenho a certeza que é isso que fazes e vais continuar a fazer. Um sorriso Sara

  8. Gisela diz:

    Olá!Tal como te prometi aqui vai o meu comentário. Já te tinha dito que tens imenso jeito para escrever sobre o que quer que seja e isto só vem confirmar a minha convicção do facto. Acho mesmo que devias apostar nesta tua veia de escritor/critico, mas de uma forma mais a sério, mesmo! Consegues realmente transmitir de uma forma nada agressiva, clara e carregada de humor esses teus ideais, e sem ferir susceptibilidades. Parabéns pelo facto! 🙂 Quanto ao teu post, concordo em pleno com tudo o que expressas. A tua alternativa aos estados anteriores é sem dúvida muito interessante e verdadeira. São talvez os pilares de sustentação para uma boa e estável relação. Apenas, permite-me aqui deixar a minha opinião sobre o que é o amor. Amor, que a meu meu ver é uma palavra que nos dias que correm está extremamente banalizada. Utilizam a palavra numa constante, banalizando o seu conteúdo e sobre tudo a sua essência. Confundindo-a muitas vezes com paixão, atracção ou até mesmo com a própria amizade. No meu entender o Amor vai- se construindo com a convivência, com o conhecimento do outro e com a aceitação dos seus defeitos e das suas qualidades. Amar é muito mais do que sexo, do que companhia para uma saida fortuita, do que conversar sobre banalidades….. Amar é viver aquela pessoa todos os dias e aceitá-la tal como é e quando as diferenças nos parecem ser intransponiveis ter a capacidade de as circundar e agarrar-se áquilo que inicialmente nos atraiu na pessoa em questão. Certamente que é a amizade, a atracção ou a paixão que são os propulsores para o Amor. Mas, também, certamente não o são. Seguir o curso normal de uma relação é extremamente complicado e requer um esforço redobrado da nossa parte, e digamos que muitas vezes é extremamente dificil aceitar o outro tal como é, quando a miriade de pequenas falhas que este possui são dificeis de ultrapassar e aceitar e continuar a relação com base naquilo que ela tem de bom. Infelizmente, hoje são poucas as pessoas que estão dispostas a circundar tais falhas e dar uma oportunidade ao suposto Amor. Bom isto é apenas a minha opinião, da qual certamente partilharás ou não! Talvez, tendo em conta a pessoa extremamente sensivel que és e perspicaz, concordarás em parte. Adorei a tua última frase, está carregada de significado, assim como tudo aquilo que dizes.Beijinhos e até breve!Gi

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s