Pode-se fazer… Mas é proibido

Caros leitores, após uma longa sabática, que incluiu umas merecidas férias num afamado empreendimento hoteleiro na Madeira  (das quais podem consultar algumas fotos no hi5), eis-me de regresso a "este doce país que é Portugal, pequeno na Europa, grande e dilatado nos outros continentes" (prémios para quem souber de quem é esta pérola).

O tema de hoje é deveras bipolar, susceptível de reflexão fácil mas de conclusão difícil, e tem duas modalidades (como convém), uma de cariz sério e pesadote, e outra, de menor peso neuronal e até, atrevo-me a dizer, algum humor.

Como sei que são pessoas ocupadas, direcciono-vos já para o da vossa preferência: se querem ranger os dentes, leiam o primeiro (identificado de forma arbitrária por mim como 1), se preferirem sorrir experimentem o segundo (abaixo descrito como deux).

Em alternativa, se sofrererm de esquizofrenia ou outro tipo de perturbação esquizóide, recomendo-vos a leitura de ambos, por ordem ou não, sendo que para os mais Marcelos de entre vós parece de indicar o visionamento alternado, na diagonal, no intervalo entre uma romance proustiano e um livro de memórias políticas – dizem que estes textos vão bem com vinho branco e uma lagosta suada. 

Exaurido o prefácio, e a paciência dos leitores, vamos a coisas sérias.

1

Como todos se devem ter apercebido, Portugal deixou de vez a infância da República e a adolescência do Comunismo incipiente da Abrilada, para entrar de peito feito na idade adulta de verdadeiro país desenvolvido (mas de 3º mundo, ainda assim, que precoces, precoces, mas com juizo…).

irresponsible Nestas últimas semanas, o banditismo (organizado, pro, semi-profissional, amador e associativo dançares e cantares) descobriu o que já todos sabíamos mas tínhamos medo de proferir: a segurança nacional e o sistema penal são como meninos de coro a fugir do Bibi. 

Desde assaltos a bancos (mal sucedidos), com reféns, com negociadores, com snipers, com o G.O.E. em peso a rodear uma xafarica, com ordens de atirar a matar, passando por assaltos melhor sucedidos a gasolineiras, ourivesarias (com mortos e feridos), a mais bancos, a farmácias, a uma carrinha da Prosegur (trabalho muito elogiado pelas forças de segurança que o classificaram de "muito bem executado e profissional"), culminando ontem no homicídio do presidente do grupo internacional "Os Mosqueteiros" e "Intermarché", Portugal tem vivido numa lufa-lufa de crime violento.

A comunicação social fez o seu papel, mostrando a todos que não existe segurança, que a actuação da polícia é ineficiente (e em muitos 04_chop_sueycasos tambem insuficiente), que o Ministério da Adminsitração Interna anda a ver passar comboios (que esses os bandidos ainda não  assaltaram), que o nosso Primeiro é omisso e taciturno, e que o PR ainda está a fazer a digestão dos jogos olímpicos (que esta fartura de medalhas que trouxemos de lá caiu mal com o Chop-Suey de Gambas e Caril…).

Ou seja, a comunicação fez o que faz de melhor: criou mais alarmismo, mais pânico, mais medo, mais desconfiança, mais ansiedade e mais stress em todos os portugueses – afinal de contas, se vende jornais e espaços publicitários nos intervalos do telejornal, não podemos ver isto como uma coisa má…

lavriccartoonjoey Responsabilidade social da imprensa?

Foi de férias para um qualquer destino paradisíaco e só volta se encontrarem a Maddie a limpar o sebo aos pais com uma máscara de hóquei.

Prescisão do sensacionalismo barato em contraponto com o jornalismo de investigação rigoroso?

Temos rigor, mas está a levar porrada nas traseiras de uma escola, que os "bullies" das audiências não fazem férias lectivas.

Assim, temos, neste momento, o maior número de crimes violentos num mês desde sempre (se excluirmos os séculos da conquista do Condado, e mesmo esses tinham mais correcção…), e, como tal, vários peritos, dos mais variados campos da vida social e política, sairam dos seus apartamentos em condomínios privados para explicarem às massas (dita ralé) as razões para este triste estado de coisas.

Ora escolheram a visão social (injustiças, desigualdades, aumento do custo de vida, taxa de desemprego, precariedade do núcleo familiar, nível médio de escolaridade…), ora a política (deficiente atenção dada pelo M.A.I. à criminalidade violenta, poucos fundos assignados às forças policiais, permissividade da legislação, código penal pouco coercivo…) até à análise do trabalhos das polícias (falta de coordenação, de meios, de efectivos, de formação…).

Não ouvi, até à data, nenhum dito perito apontar baterias para a verdadeira causa. Nem unzinho.

Sabem, em 1953, perguntaram a Sir. Edmund Hillary porque motivo teimava em querer escalar o Everest e ele explicou placidamente "Porque ele está lá. ("Because it’s there", no original)"

Essa é, de uma forma metafórica, a causa deste incremento inusitado de criminalidade violenta no nosso pequeno cantinho da Europa: porque se pode.

Pode-se por todas as razões dos peritos, e por mais algumas, mas sobretudo porque no nosso país existe um sentimento prevalente de impunidade, em que o comum cidadão tem mais a temer do seu Estado do que o criminoso, que ora escapa pelas malhas do sistema, (que conhece como ninguem), ora recebe penas de tal forma desajustadas pandorado delito que só apetece mesmo dizer que o crime compensa…

E os criminosos acordaram agora para esta verdade – e como Caixa de  Pandora, uma vez aberta, não há força no mundo que a feche, só a podemos (quanto muito) acorrentar um pouco, a ver se saem menos monstros de lá de dentro… 

Ou seja, pode-se fazer?

Pode.

Mas é proibido?

É.

E o que lhes acontece?

Nada.

O R.A.P. é que a sabe toda, é um visionário…

Mas animemo-nos, que não são tudo tristezas…

2 (deux)

Andam a circular pelas nossas televisões uns belíssimos anúncios que, de alguma forma, subscrevo, na tal óptica da dualidade e complementaridade, a tal noção bipolar que só o marketing engenhoso consegue revelar no seu melhor.

Caso ainda não tenham visto, vai aqui o 1º spot (em português "mancha", o que é por demais apropriado), do detergente para roupa Skip.

Apreciem e já conversamos.

Entenderam a mensagem? Certamente que sim. Afinal de contas não é difícil, é mais uma daquelas que é feita de encomenda para a Geração Morangos (futuramente a Geração Rebelde… esperem para ver).

Ou seja, os pais (mais as mães, convenhamos…) são castradores e teimam em dar cabo do juizo aos meninos para que não se sujem, para que sejam atinados, que as roupas de marca dão-se mal na gravilha e na madeira do half-pipe, quando afinal estão apenas a ser crianças, que diabos!

E toda a criança tem como direito universal sujar-se (segundo a Skip, GIBI_CASCAO que eu andei a reler a Declaração de Direitos Universais do Pirralho e não vi nada que se assemelhasse, mas deve ser da minha idade avançada…).

Mais, não só tem direito como é bom.

Aliás, é mesmo recomendado pelas principais marcas de máquinas.

E quem são os pais para contrariar a Whirlpool, a Zanussi ou a Ariston?

Ninguem, obviamente.

Na sequência deste anúncio despesista mas a apelar ao Gepeto que há em todos nós, vem um outro com uma mensagem irrevogavelmente antagónica (à partida pelo menos) mas indubitavelmente mais ecológica.

É de um sumo de frutas tão fresco, mas tão fesco que tira mesmo o calor do corpo da pessoa. Alegadamente.

Observem. Faço perguntas logo de seguida.

Viram bem a mensagem? A Compal é que a sabe toda. Qual Protocolo de Kyoto, qual quê – o aquecimento global combate-se é de garrafinha de sumo em riste, e o calor que se cuide!

Em termos gerais, a parte realmente engraçada vem naquela brilhante sequência de falácias semi-admissíveis, em que se diz que "se suas menos, tomas menos banhos", ou, por outras palavras, só se toma banhos se se suar mais, o que faz dos que o tomam com mais regularidade (fora desta lei inabalável do suar…) uns irresponsáveis, directamente implicados no aquecimento do planeta até se tornar numa esfera em chamas.

Por outras palavras, se és mesmo um puto da Geração Morangos (perdão, Rebelde…) que te preocupas bué com o planeta, tipo, uma cena bué de má, que é a camada da zona, e cenas, então estás cheio de sorte – em vez de reciclares mais, gastares menos, desperdiçares menos e seres ambientalmente responsável, bebe antes mais sumo, que a Terra agradece – vá lá, jovem tu sabes bem que isto faz todo o sentido!PIG

Ou seja, moral da história, o Compal vai de encontro ao Skip na ideia do "É bom  sujar-se", se bem que na óptica do "É ecológico ser porco", mas já destoa na atitude de insustentável desperdício de água do Skip (que encoraja desde aumentar exponencialmente o número de lavagens – bruxo – até deixarem o puto chafurdar naquela poça que podia matar a sede a milhares de sudaneses…), água essa que o Compal reitera ser o nosso recurso mais importante – até porque precisam dela para fazer mais sumo – no fundo todos ganham 🙂

E no fim de tudo, em que ficam os jovens Rebeldes? Sujam-se ou não?Se sim, tomam banho ou não? Se sim, bebem sumo ou não? Se sim, quem é que ganha com isso? O planeta? O ambiente? As crianças?

Nah.

Ganham os pais, que enquanto os putos decidem não têm de levar com eles, naturalmente.

E os anunciantes.

E os porcos que vão começar a beber Compal nas suiniculturas. Porque é bom sujar-se.

Fiquem bem 🙂

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3 respostas a Pode-se fazer… Mas é proibido

  1. Zorze diz:

    Concordo com a tua visão da excitação orgástica por parte da comunicação social. Amplificam certas notícias em certas alturas ou em determinados momentos políticos.
    Estranho, não é?
    Tirando o caso dos BES (com reféns) e o assalto espectacular da carrinha da Prosegur, a criminalidade subiu um pouco em relação a 2007. Mas este alarmismo é manipulado. Em 2007 em termos médios ocorreu um assalto a bancos por cada dois dias. Viram algum drama na nossa comunicação social?
    E já agora deixo outra pergunta. Repararam que de repente já não nascem bébes em ambulâncias? Ou será que nasciam até o anterior ministro da saúde se demitir por "razões pessoais".
    Vivemos no País das coincidências. Acho mesmo que era justificado chamar-mos a dupla do X Files, Mulder e Scully, para investigarem este fenómenos estranhos nesta região da cauda da Europa.
     
    Bem trazido o Marcelete, outro fenómeno estranho. O homem que fala mais rápido que o próprio pensamento, dorme apenas 4 horas e que chegou a dizer que nem que Cristo descesse à Terra seria líder do PSD. Lembram-se? E Cristo desceu, e assim, pode ser líder.
    Este pequeno scketch, brilhantemente, feito pelos Gato Fedorento, mostra a bipolaridade que este génio da análise política padece.
     
    Muito interessante a ligação que fazes dos anúncios da Skip e da Compal. Está lá tudo.
    Agora a geração rebeldezinha dos Morangos tem uma concorrente na SIC – Rebelde Way.
    É caso para dizer – MAMMA MIA.
     
    Abraço,
    Zorze

  2. susana diz:

    Pois é amiguinho,realmente a criminalidade subiu um bom bocado ,resultado de poderem fazer como dizes e como em jeito de satira disse o R.A.P,utilizando outro tema,podem fazer,até porque ou ficam só em prisão preventiva ou nem isso e ficam soltos ou nem são apanhados e os policias fogem deles a sete pés porque aliás preferem mais passar multas sempre recebem mais algum no fim do mês,enfim é proibida essa criminalidade mas continua a haver e com as condições que anda o nosso pais,talvez ainda vá haver mais,resultado do mau governo principalmente.
    Mas é verdade a comunicação social gosta de abusar um bocado nas noticias e nas palavras,por vezes inventa até o que não aconteceu como em muitos casos se vê nas revistas,e nos jornais também abusam mas só assim é que os vendem.
    Quanto aos anúncios como falas,é mesmo só marketing para aumentar o consumismo ainda mais,e depois vem o telejornal a dizer que não há dinheiro e ouve-se as pessoas na rua a dizer o mesmo enfim,mas realmente esses anúncios da skip e da compal contradizem-se de facto,porque fala-se tanto em não gastar água por causa do nosso planeta e porque pode haver falta de água , mas no anúncio da skip parece que apesar de se ver um robot porque daqui a uns tempos talvez seja o que há-de substituir as pessoas,até nos locais de trabalho parece um anúncio dos tempos passados,do tempo dos pais,em que aqueles que viviam no campo principalmente,podiam sujar-se e andar a brincar na rua que não tinha mal ,não acontecia nada e até eram mais saudáveis diz-se.
    Quanto ao segundo anúncio ,ainda tenho que testar a teoria mas penso que não me vou sentir mais fresca por beber o compal lolol,a não ser que esteja bem geladinho ahaha,mas essa de se a terra estiver mais fresca se toma menos banhos ,é para rir mesmo,então realmente é bom ser porco lol,que eu saiba não é por um banho de 5 minutos que se gasta muita água e que o planeta vai aquecer lol,e o ar condicionado o que faz mais é que pode provocar mais alergias a quem ja os tenha e consome energia,mas e se principalmente essa geração morangos que está a começar a ser geração rebelde que não liga a nada,não reciclarem as ditas garrafinhas de compal,será que isso não vai fazer muito pior ao ambiente?.Possivelmente até a água e a fruta se é que é usada mesmo fruta nesses sumos, mas a quantidade usada,dava para matar a sede e a fome a muita gente que precisa porque não me parece que beber compal contribua em alguma coisa para salvar o planeta.
    Pelo marketing inventa-se tudo,é só disparates.
    É como os anúncios dos produtos para lavar a louça na máquina em que se fala lá está de não gastar muita água e que mesmo que a louça esteja muito suja não é necessário passar primeiro por agua antes de ir para á máquina,ou seja põe-se tudo na máquina com a pastilha ou o pó ,deixa-se a máquina lavar e sai de lá tudo a brilhar,como se a máquina tivesse mãozinhas para esfregar,portanto não experimentem em casa porque garanto que vão ter mais trabalho a ter que passar depois a louça por água de novo,e vão gastar mais energia e água porque a máquina vai ter que lavar de novo e vão gastar tempo também.
    Bem e para a geração morangos que está a virar geração rebelde,agora vai haver até o novo acordo ortográfico como homenagem a essa geraçaõ,portanto ja vai ser permitido dizer bué e outras cenas assim altamente e brutais e etc…,porque devia ser proibido mas pode-se dizer lololol porque não acontece nada,o governo deixa e toda a gente deixa porque já foi aprovado e nós e os escritores de outros tempos vão virar burros porque só vão é dar erros,porque o Português correcto que se sabia já não é o mesmo que vai ser nos dias que correm,agora vamos todos virar brasucas e para não fazermos tantos erros é melhor que nos comecemos a habituar e a comprar o livrinho do acordo ortográfico para estudarmos porque senão não vamos saber escrever.
    beijinhos grandes.

  3. Ana Biga diz:

    Tenho duas coisas a dizer em defesa da nossa alma lusa… a 1ª é que estatisticamente somos um dos países em que se toma mais banho e em que se tem mais cuidado com a higiene pessoal, pelo menos em teoria. Penso que isso se deve à nossa falta de charme, pois devemos ter chegado à conclusão que se somos um povo feio, atarracado e gordo, com cabelos e pêlos hirsutos e tez morena da faina, pelo menos temos de andar limpinhos, senão ninguém pega na maioria dos espécimes que por aí andam, se por cima disso tudo ainda cheirarem a boi. Claro que isto é em teoria, porque na prática metade dos transportes públicos deslocam-se de portas abertas durante o Verão senão não se pode estar lá dentro ou chega-se ao local de saída com uma nova coloração esverdeada. Mas vamos agarrar-nos às estatísticas… 2º estas somos um povo relativamente limpinho, e como tal, os anúncios a promover a poupança de água através da diminuição de banhos assustam-me, visto que vão de encontro a outra característica lusa: a tendência "maria vai com as outras" e "td o que é moda pega". Se a moda de facto pegar, iremos ter toda uma geração morangos a cheirar, não a fruta mas a estábulo, e teremos as gerações mais velhas a seguirem-lhes o exemplo com medo de serem catalogadas de cotas e "quadradas", antiquadas na sua maneira de estar. Aí será insuportável e voltaremos, quiçá, aos tempos dos deliciosos pregões gritados das janelas da nossa linda capital antes de serem atirados para a rua os xixis e cócós feitos durante a noite. Para alguns será a festa, visto que voltaremos aos tempos mais simples, em que tudo nos reporta para a Terra Mãe, para um estar mais próximo da Natureza e um clima orgiástico de aceitação das nossas raízes animais… tendo ainda a vantagem de estar a poupar um dos recursos mais valiosos do Planeta… perigoso portanto. Gostei bastante da ligação deste fenómeno dum possível futuro com menos banhos à onda crescente de criminalidade que está a assolar o País. Eu penso que de facto foi encontrado um nicho que engloba ambos os fenómenos e que irá ser preenchido por todo um grupo de pessoas e de actividades que estão ligadas entre si. Penso que é um grito revolucionário, em que são assaltados bancos e indivíduos desprevenidos como uma espécie de revolta contra o excessivo gasto de água por parte de quem ainda toma o banhinho todos os dias. É como se fosse uma chantagem muito bem montada, do género: se não pararem de tomar banho e começarem a pensar em salvar o Planeta, começamos a praticar crimes cada vez mais violentos até que toda a gente perceba que só estará verdadeiramente seguro quando o consumo de água diminuir drasticamente. Penso que é muito interessante, e um fenómeno que alguns se podem atrever a chamar de terrorismo-cascão ou terrorismo-cascudo. Na minha opinião, vai modificar por completo a maneira de nos vermos a nós próprios, ao outro e ao Mundo. Acho fascinante teres sido o 1º a aperceberes-te disso e teres incluído este tema tão actual e controverso no teu blog. Mts parabéns! Simplesmente adorei e continuo fã. Beijos quentes

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