Abrilada!!! O triunfo da hipocrisia e da má memória!

Pois é, mais um 25 de Abril, mais uma importante oprtunidade para demagogos dos mais va(r)iados sectores da vida nacional (política, social, económica e variedades, sobretudo…) exaltarem o que de facto foi o 25 de Abril (para eles, obviamente, ou para quem lhes paga os salários, que isto convem estar nas boas graças dos senhores do papel…).
Já ouvi e vou ouvir mais ainda, com certeza, pessoas como o Dr. Mário Soares (que, diga-se em abono da verdade, estou convencido que será de facto licenciado), a esquecer o quanto enriqueceram com a situação em África (contrabandeando diamantes que só com a sua ajuda conseguiriam chegar a este país… tadinhos dos diamantes), ou o quanto ganharam politicamente em relevância com um movimento "revolucionário" que viria, supostamente, "devolver Portugal aos portugueses"…
Assim, denigre-se Salazar e Marcelo Caetano, vê-se a História (que como sempre é escrita pelos vitoriosos) como um longo rolo de papel higiénico para deitar fora depois de usar, esquece-se que Portugal não tinha inflação, que havia seguranças nas ruas, que os alunos respeitavam os professores, que os hospitais tinham urgências, que as maternidades podiam funcionar e que o Ensino não era a piada que é agora – as licenciatures eram-no de facto, as obras planeavam-se com cabeça, tronco e membros, não se davam empreitadas ao amigo dos amigos do conhecido, havia obras feitas porque eram necessárias e não apenas porque "as eleições estavam à porta" e mandou-se erigir uma "Ponte Salazar" que o movimento revolucionário, obviamente amnésico mas oportunista, renomeou para "Ponte 25 de Abril", como se a tivessem feito nalgum dia…
Marcelo Caetano estava no bom caminho para mudar Portugal, da ditadura que o tinha enquadrado anteriormente para uma democracia gradual, com o apoio popular – mas os poderes "revolucionários" receavam que isso retardasse a sua subida ao poder, em que se tornaram aquilo que supostamente odiavam, novos ricos que exploraram tudo e todos para seu proveito próprio, mostrando que Maquiavel tinha razão quando disse "O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente" – os ditos "revolucionários" tornaram-se eles próprios opressores, latifundiários, ladrões, oportunistas e vilanagem em geral – espantoso que quanto mais voltas o mundo dá menos ele muda…
Enfim, esta conversa não a vão ouvir na televisão, que agora é moda chamar os portugueses saudosistas de "radicais", "extremistas" e até de "(neo) nazis" – e até se proibem romarias neste país supostamente "livre" ao túmulo do ditador – mas sem cair em extremos, convenhamos que o Antigo Regime tinha muitos méritos, faltando-lhe no entanto o elemento crucial da liberdade de expressão e outras liberdades – mas depois de conquistadas, estas mesmas liberdades foram de tal forma vilipendiadas e adulteradas que o que antes era liberdade tornou-se no direito ao achincalho, ao grosseiro e ao espaço à ignorância.
Portugal como "uma grande e próspera nação" (nas palavras de Salazar) ficou apenas na memória – hoje vivemos outra realidade, a de um país à beira de um colapso geral, liderado por pessoas que o gerem em proveito próprio sem qualquer consideração por quem os elegeu – independentemente de "marcadores de crescimento económico", de "previsões de crescimento revistas em alta pelo FMI" e outras asneiras afins, os portugueses sabem o que sentem na carteira todos os meses, e o quanto a qualidade de vida diminuiu desde que o 25 de Abril mudou as nossas vidas para sempre – somos livres, é certo, mas livres para quê?
E questionarão alguns de vós, o ser humano foi alguma vez livre, de facto? – somos condicionados desde tenra idade pelo nosso sexo, pelos nossos encarregados de educação, pelo meio social, pela escola, pela publicidade, pelos colegas, pelos amigos, pelos políticos e até pelo que é esperado de nós – isto é liberdade, ou apenas um caminho único em que não nos desviamos voluntariamente, como carneirinhos, teimando em não querer ver que outras opções existiriam?
Poucos portugueses se lembrarão, mas na 2ª Guerra Mundial, Portugal, como tantos outros países, foi chamado a intervir, a tomar lados – graças ao Prof. António de Oliveira Salazar (recentemente eleito o Maior Português de Sempre, para tristeza de quem já o dava como uma triste recordação), que negociou uma situação de neutralidade sem receios de represálias, mantendo-nos à margem de um conflito que teria certamente tolhido mais vítimas que a 1ª G.G. , onde milhares de portugueses perderam a vida. Hoje em dia, a ONU manda e nós lá vamos, os americanoes sugerem e nós, obedientemente, aquiescemos… Identidade nacional? O que é isso?
Imaginem se na 2ª G.G., à frente dos nossos destinos tivéssemos tido esta actual classe política? Muitos de nós não estariámos cá, uma vez que muito possivelmente os nossos pais teriam dado a vida num conflito brutal e como tal, não teriam tido a oportunidade de deixar uma prol…
Mas chega de pensar no que foi – Portugal pode ainda ser mudado para melhor – o futuro é eternamente optimista, ou não fossemos nós descendentes dos navegadores que descobriram quase todo o mundo que hoje conhecemos – podemos e devemos assumir para nós a responsabilidade de tornar este "doce país que é Portugal, pequeno na Europa, grande e dilatado nos outros continentes" – desistir é para os fracos.
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5 respostas a Abrilada!!! O triunfo da hipocrisia e da má memória!

  1. susana diz:

    Muito bem amiguinho gostei do muito do que escreveste, escreves mesmo muito bem,e o que dizes aqui é uma grande verdade,se bem que não sei se Portugal ainda mudará para melhor da forma que está mas pode ser que sim quem sabe.Estou a ver que a minha entrada do blog sobre o 25 de Abril não chega aos calcanhares da tua mas tentei pelo menos escrever qualquer coisita,mesmo consultando a tão famosa wikipédia.O teu está muito bem ,Parabéns,e já pensaste ires para escritor? acho que ias ter sucesso da maneira como escreves.

  2. susana diz:

    Amiguinho, sabes que a família não escolhemos mas os amigos somos nós que os escolhemos, e por isso talvez não concorde a 100% quando dizes que os amigos também condicionam a nossa liberdade,no entanto também não sei que razões te levaram a ter essa opinião.

  3. Teresa diz:

    E quem "fala" assim não é gago!!….E eu sei bem quem aplaudiria este discurso de pé…..o meu querido e saudoso "tartaruga ninja"!! Mas é mesmo assim: os tempos são feitos de mudanças, e as mudanças do tempo trazem as mudança de vontade, já dizia o poeta!! Espero que no meio de tanta liberdade e de de tantas vontades não esqueçamos aquilo que realmente nos faz feliz, percamos o rumo e confundamos as vontades com caprichos e birras….!!Continua a treinar a escrita! Ó eu muito me engano ou tem jeitinho para a coisa…:)

  4. Zorze diz:

    The Dark Side Of The Moon
     
    Começo por dizer que concordo parcialmente com o autor deste artigo. Bem em que é que concordo e não concordo ? Antes de responder a esta pergunta vou fazer uma análise à preocupação da pessoa e talvez com isso responder a esta pergunta.
    Enquadrando esta questão numa perspectiva extra/intrafísicamente e atendendo – probabilísticamente – que a algumas consciências escolhem o País e Família onde nascer e outras não, constato, que o autor deste blog foi obrigado a nascer neste Planeta, considerado, Planeta " Escola – Hospital ", por algum motivo que eu próprio e o autor não sabemos. Aí está mais um motivo para aperfeiçoarmos algumas técnicas do nosso conhecimento/crescimento pessoal ( atenção, escrevo no plural ).
    O autor denota uma  preocupação que é a Segurança. Preocupação essa que nos inquéritos que se fazem por aí, normalmente, é uma das que fica em 1º ou nos 1ºs lugares das necessidades básicas dos seres humanos. Segurança, trabalho, saúde, etc.
    Ora bem, havia uma sensação de uma maior segurança; mais respeito, educação e por que não uma maior referência. Mas como tal o título deste comentário indica existia uma face negra.
    O autor pode dizer que nos livraram da 2ª Guerra Mundial , e que, alguns de nós não estariamos aqui,é certo. E a Guerra injusta que arrastaram este País com fracos recursos. Quando após a 2ª Guerra Mundial e após a formação das Nações Unidas se começaram a formar os movimentos descolinizadores, e a nossa cúpula dirigente teimosamente insistiu numa Guerra suícida. E as pessoas que deixaram de nascer através dos milhares de jovens que ficaram transformados em " carvão " e que ficaram para alimento de minhoca e afins. Não falando da falta de liberdade ( eu não poderia escrever isto ) que é sempre uma coisa muito complicada. Mas também não podemos concordar com a bandalheira em que este País se transformou. Pois a maralha não comprende que " liberdade mas com respeito ". Enfim, eu entendo – e até compreendo – a intenção do autor. O ideal era ter o melhor dos dois mundos. Não acredito que só possamos ter um, mas, infelizmente ainda irá demorar muito tempo.
    Resta – nos numa próxima vida nascer num Planeta mais evoluído, que, isto do Planeta dos Macacos, cansa.

  5. jose francisco machado diz:

    A questão da liberdade, deveria ser bem dissecada; efectivamente trata-se de um bem muito relativo e volátil; na realidade até acho que que quanto mais sabemos e quanto mais vivemos menos somos livres; quantos mais complexa a escolha, menos livre ela é – é o homem e a sua circunstância
    A liberdade da abrilada foi outra.. Foi a liberdade para incompetentes e sem curriculum chegarem ao poder, apoiados no entusiasmo da ignorância e na felicidade da inconsciência – the dark side of the moon; também a liberdade dos media na manipulação da verdade para consumo da indiferença e da dita inconsciência..
    Não, não gosto; restam-me o estudo, o trabalho, a família, a empresa, os colaboradores e o emblema da Mocidade Portuguesa que usarei sempre, sempre que vou correr.. Porque livre de facto só o pensamento.

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